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… a capa do novo álbum do Portishead, batizado sugestivamente de“Third” e de lançamento previsto para o dia 14 de abril.
Um ótimo exemplo de design minimalista muito bem executado, sem firulas, nuvenzinhas ou recursos gráficos tendenciosos. é para mim a melhor capa de disco desse ano até então (junto com Sheppard Dog do Iron Wine, que por sinal eu sequelado esqueci de postar aqui).
Há onze anos sem lançar nada inédito, o Portishead (para os que não conhecem, é uma excepcional banda britânica de triphop que bombou nos anos 90) acabou de divulgar a belíssima capa e o tracklist do seu novo e aguardado projeto.
A Tracklist:
01 Silence
02 Hunter
03 Nylon Smile
04 The Rip
05 Plastic
06 We Carry On
07 Deep Water
08 Machine Gun
09 Small
10 Magic Doors
11 Threads
Mal posso esperar pra ouvir o vozeirão letárgico da Beth Gibbons em novas músicas. Mesmo.
Os aficcionados pela telesérie House (que por sinal é realmente ótima) estão acostumados a ver o excepcional Hugh Laurie “incorporar” um dos personagens mais carismáticos/malditos/adoravelmente-odiáveis de todos os tempos (pra mim, ele só perde pro Tony Soprano).
Mas poucos sabem que Hugh Laurie começou a fazer sucesso como humorista , inclusive dividindo um programa com (o ótimo) Stephen Fry na televisão inglesa nos idos anos 90, chamado A Bit of Fry & Laurie.
Abaixo, você pode ver um pouco dessa verve humorista deste talentoso e versátil ator.
Simplesmente genial.
Reparei que muita gente não conhece o trabalho do genial Jonathan Safran Foer, autor de duas obras primas da literatura contemporânea: “Tudo se Ilumina” (Everything is Illuminated, que inclusive já virou filme) e o “Extremamente Alto & Incrivelmente Perto (Extremely Loud and Incredibly Close). Esse último, o melhor livro que eu li em 2007, sem a menor sombra de dúvida.
Então, graças a fofíssima Nathalia Andrade, que teve toda a paciência do mundo para digitalizar algumas páginas, vou poder chupinhar do blog dela um pedaço (um dos melhores) dessa obra. Brigadão Nath!
“O aeroporto estava cheio de pessoas indo e vindo. Mas éramos apenas eu e seu avô.
Peguei seu diário e vasculhei páginas. Apontei para É tão frustrante, é tão patético, é tão triste.
Ele procurou no diário e apontou para O modo como acabou de me alcançar essa faca.
Apontei para Se eu tivesse sido outra pessoa em um mundo diferente, teria feito algo diferente.
Ele apontou para Às vezes a gente só quer desaparecer.
Apontei para Não há nada de errado em não compreender a si próprio.
Ele apontou para É tão triste.
Apontei para E alguma coisa doce não cairia mal.
Ele apontou para Chorei e chorei e chorei.
Apontei para Não chore.
Ele apontou para Debilitado e confuso.
Apontei para É tão triste.
Ele apontou para Debilitado e confuso.
Apontei para Algo.
Ele apontou para Nada.
Ninguém apontou para Eu te amo.
Não havia como se esquivar daquilo. Não podíamos passar por cima nem andar até a beira.
É lamentável que se precise de uma vida inteira para aprender a viver, Oskar. Porque se eu pudesse viver minha vida novamente, faria tudo de uma maneira diferente.
Mudaria minha vida.
Beijaria meu professor de piano mesmo que ele risse da minha cara.
Pularia na cama com Mary mesmo que agisse como boba.
Enviaria fotografias feias pelo correio, milhares delas.
O que vamos fazer, ele escreveu.
É com você, eu disse.
Ele escreveu Quero ir pra casa.
O que é casa para você?
Casa é o lugar com a maior quantidade de regras.
E o compreendi.
E vamos ter que criar mais regras, falei.
Para que seja ainda mais casa.
Sim.
Tá.
Fomos direto para a joalheria. Ele deixou a mala na salinha dos fundos. Aquele dia vendemos um par de brincos de esmeralda. E um anel de noivado com diamante. E uma pulseira de ouro para uma menina. E um relógio para alguém que estava de partida para o Brasil.
Aquela noite nos abraçamos na cama. Ele me beijou toda.
Acreditei nele. Eu não era idiota. Era sua esposa.
Na manhã seguinte, ele foi para o aeroporto. Não tive coragem de sentir o peso de sua mala.
Queria que ele viesse para casa.
Horas se passaram. E minutos.
Não abri a joalheria antes das 11h00.
Esperei na janela. Ainda acreditava nele.
Não almocei.
Segundos se passaram.
A tarde se foi. A noite caiu.
Não jantei.
Anos se passavam no espaço entre os momentos.
Seu pai chutou dentro de minha barriga.
O que ele estava tentando me dizer?
Coloquei a gaiola dos pássaros diante das janelas.
Abri as janelas e abri as gaiolas.
Joguei os peixes no ralo.
Desci com os cães e gatos pela escada e retirei suas coleiras.
Larguei insetos na rua.
E os répteis.
E os camundongos.
Vão, eu disse a eles.
Todos vocês.
Vão.
E eles foram.
E não voltaram.”
Além de ser absurdamente bem escrito, esse livro também tem um approach todo especial para nós designers, pois tem um dos projetos gráficos mais bonitos e conceituais que eu já vi.
Esse trecho corresponde às páginas 203, 204, 205.
E você pode comprar os livros desse jovem e promissor escritor aqui.
Ou saber mais sobre ele aqui.
Mais do que recomendado, eu diria.
Ron Artis e Ron Artis II em um dueto improvisado. Sensacional como ambos se divertem ao piano, além do entrosamento gritante dos dois. Bonito de ver (e ouvir).
Mais dessa figura peculiar da música tocando com sua família aqui.

você não irá vê-los com freqüência
pois onde quer que a multidão esteja
eles
não estão.
estes esquisitos, não muitos
mas deles vêm
os poucos bons quadros
as poucas boas sinfonias
os poucos bons livros
e outras obras.
In pitch dark I go walking in your landscape
Broken branches trip me as I speak
Just cos you feel it doesn’t mean it’s there
Just cos you feel it doesn’t mean it’s there
There’s always a siren
singing you to shipwreck
(don’t reach out, don’t reach out [2x])
Stay away from these rocks
we’d be a walking disaster
(don’t reach out, don’t reach out [2x])
Just cos you feel it
doesn’t mean it’s there
(there’s someone on your shoulder [2x])
Just coz you feel it
doesn’t mean it’s there
(there’s someone on your shoulder [2x])
Feel it
Why so green
And lonely [3x]
Heaven sent you
To me [3x]
We are accidents waiting
Waiting to happen
We are accidents waiting
Waiting to happen
Radiohead definitivamente é uma banda muito evoluída.
Thom Yorke provavelmente um gênio.
E tenho dito.
Não, eu não conhecia Cinematic Orchestra , e me arrependo amargamente. Banda instrumental com uma pegada mais lounge, virou presença constante nos meus tunes desde então.
E essa música é bonita que até dói.
obs: A saudade continua corroendo minha pessoa.
Coco rosie é foda. E essa música, a melhor delas na minha opinião (apesar de nunca ter sido gravada) é qualquer coisa de perfeita.
Essas meninas são do #@&%. E tenho dito.
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