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Invencível


Já tinham me alertado sobre Robert Kirkman. Não posso dizer que não fui avisado. A mesma curiosidade que matou o gato tornou-me adicto do trabalho desse autor, considerado por muitos um dos melhores da nova safra (incluem-se aí Brian K Vaughan, Brian Bendis, Mark Millar entre outros).

Invencível é uma obra prima quanto ao que se propõe, e o fato é que há muito tempo (ok mentira, passo mal com as ultimas fases do Demolidor) não me divertia tanto com uma revista. O que me chamou mais a atenção foi o texto “humano” e enxuto (usando de um approach mais cotidiano), aliado a um design limpo e uma narrativa sensacional. Isso sem nunca esquecer à que veio: Ser uma divertida revista de super heróis.

Graças também ao talentosíssimo Cory Walker (quando desenhou esse gibi ele tinha apenas 17 anos!), dono de um traço limpo e cheio de estilo, Invencível nos cativa de primeira, causando meio que uma simpatia imediata com os personagens e o universo onde vivem.

Na história, o jovem Mark Grayson parece ser mais um adolescente comum, daqueles que esbarramos todos os dias e vemos em qualquer “sériezinha xexelenta” típica da Warner. Mas como iremos notar, ser o filho único do maior super herói do universo (o foderoso Omni-Man), e ganhar junto das espinhas da adolescência um “kit superpoderes” não simplifica muito as coisas. Destaque para os “momentos família” e para a mãe de Mark, Debbie Grayson, que rouba a cena toda vez que aparece.

Na verdade, tinha tudo pra ser mais um clichê. E se não fosse esse tal de Kirkman provavelmente seria…

É uma história que tende agradar até os que costumam a torcer o nariz para HQ’s.


Medo e obsessão

Sensacional. Na verdade, nada surpreendente para quem conhece o trabalho do Wim Wenders, diretor de obras primas como “Asas do Desejo” e “Buena Vista Social Club”. Ele que acertou a mão na escolha desse tema tão subaproveitado, abordado anteriormente de forma muitas vezes piegas (com doses maiores de patriotismo barato do que de uma perspectiva mais abrangente.)

O filme mostra de uma forma brilhante a paranóia constante que é os EUA pós 11 de setembro, abusando da técnica (a fotografia já vale o filme), mas sem esquecer do emocional, retratando de maneira bastante convincente o drama vivido por pessoas que vivem na sombra do medo, seja ele de sofrer novos atentado ou de penar com o preconceito injustificado.

A atuação dos protagonistas é outro show a parte. A ex-Dawsons (eca!) Michelle Williams manda muito bem (deveras simpática aliás) como a sobrinha-missionária-gente-fina, contrapeso do seu tio paranóico-obssessivo-metido-a-agente, soberbamente interpretado por John Diehl (excepcional, cheguei a ficar tímido por ele). Pra mim o melhor filme sobre 11/09. Recomendo.


MUITO Bom


José González é de fato um músico peculiar. Sueco, filho de argentino, fã de música brasileira tocando uma viola de flamenco. Mistura estranha, mas que funciona muito bem …


“Dancinha” Suprema.

Assista esse video do OkGo, banda sueca divertídissima com um som mais do que competente. O videoclip, gravado no quintal de um dos integrantes, é a prova máxima de que a criatividade é muito mais importante do que um grande orçamento. Bom fim de semana :D


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